Em reunião com o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Doutor Delmar Pacheco da Luz, nesta tarde, a Diretoria da APROJUS obteve a informação de que a Administração Superior é contrária à inclusão dos servidores no reajuste de 9,07% que está previsto no PL 277/2009, sob forma de emenda apresentada pelo Deputado Mikki Breier.
O Subprocurador referiu que a Administração acabou, em janeiro último, de pagar reajuste aos servidores e que, agora, é a vez dos subsídios.
O Presidente da APROJUS, Cristiano Linhares de Menezes Borba, esclareceu ao Dr. Delmar que o reajuste concedido, e que teve seu pagamento concluído em janeiro de 2010, recuperou, apenas, uma parte das perdas dos vencimentos dos servidores do MP, restando, no mínimo, 20% que devem ser concedidos.
"Mesmo com a concessão desses 9,07% que reajustam os subsídios ainda estaríamos com os vencimentos defasados", afirmou Cristiano.
Pela Diretoria da APROJUS foi dito que, contrariamente ao entendimento da Administração Superior, a Associação estará defendendo a emenda junto aos Deputados na Assembléia Legislativa.
Essa divergência tornará mais conturbado, ainda, o andamento dos projetos que reajustam os subsídios de membros do MP e magistrados, pois, com certeza, não só a APROJUS, mas outras entidades representativas de servidores do MP e Judiciário estarão reclamando nossos direitos.
Além dos servidores, membros e magistrados ainda precisarão enfrentar a inconformidade de outras categorias, como magistério, brigadianos, técnicos científicos, todos atentos ao reajuste dos altos salários.
Na verdade, desde que membros e servidores do MP deixaram de encaminhar suas recomposições, ao mesmo tempo, como deve ser feito numa Instituição democrática, ambos têm perdido tempo e dinheiro.